Duplicidade (2009)
06/06/2009 · Deixe um comentário
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Exterminador do Futuro: A Salvação (2009)
06/06/2009 · Deixe um comentário
“I’ll be back!”
- I hope not.
Filme 4/10
Próximo ao final de Exterminador do Futuro: A Salvação, um personagem se questiona: “O que é que faz de nós seres humanos? Não é algo que se possa programar… É à força do coração humano, a diferença entre nós e maquinas.” Como explicação filosófica está muito mal explicada, mas até vai, porém como auto-critica, acertou em cheio. “O Exterminador do Futuro: A Salvação” procura em si uma resposta a muito tempo respondida, fazer filmes apenas com o intuito financeiro não funciona e ponto final.
Se formos falar sobre a franquia “Exterminador” devemos dividi-la em AJC (Antes de James Cameron) e PJC (Pós James Cameron), pois o sucesso e a qualidade desse filme se devem e muito ao talento deste nobre cineasta.
O que James Cameron tem de talento e audácia (pois em Exterminador do Futuro 2: O Daí do Julgamento, James Cameron foi o primeiro diretor a estourar a barreira dos cem milhões de dólares, mas teve o retorno mais que garantido e desde então a industria cinematográfica não foi mais a mesma, mas isso não quer dizer que tenham feito muitas coisas boas, muito pelo contrário.) falta em McG e falta muito.
Conheçamos então McG, o que este homem fez para ser o diretor de Exterminador do Futuro: A Salvação? Entre seus “grandes” filmes estão As Panteras e As Panteras: Detonando. UAU! Realmente motivos de sobra para ter ele por traz das câmeras.
“Exterminador do Futuro: A Salvação” foi programada de modo tão impessoal que eles não se deram ao luxo de preparar os personagens. Por que é que nos preocupamos com a icônica resistência liderada por John Connor (Christian Bale), ou o seu pai adolescente, Kyle Reese (Anton Yelchin), se nem mesmo McG se preocupa? Seqüências de ação desinteressantes é um corre-corre, gritos, grunhidos um querendo falar mais alto que o outro, um caos. Como se todo o filme fosse comandado por um computador.
John Connor é o homem que supostamente não deveria ter nascido: “Exterminador do Futuro: A Salvação” se passa em 2018, 34 anos após a ação do primeiro “Terminator”. A Skynet esta no caminho para exterminar a raça humana, utilizando máquinas assassinas, ou Exterminadores, para fazer o trabalho sujo. Em “Exterminador do Futuro: A Salvação” essas máquinas não se parecem muito com o estilo Schwarzenegger (embora, graças à “magia” dos efeitos especiais, Schwarzenegger faz uma ponta no filme); na visão deste filme os exterminadores são mais uma gangue com suas metralhadoras e seus “penetrantes” olhos vermelhos.
Em “Exterminador do Futuro: A Salvação”, John Connor (mais uma lenda do que um homem, ele nunca é chamado simplesmente “John” ou “Connor”, não, tem de ser utilizada a alcunha completa) também tem de enredar com uma figura misteriosa chamada Marcus Wright (Sam Worthington), que pode ou não estar do lado dos combatentes pela liberdade.
MCG claramente pensa que ele está nos dando um espetáculo visual: Quando as coisas explodem em “Exterminador do Futuro: A Salvação”, uma vez que inevitavelmente fazem, são explosões grandes. Mas isso não da ao filme mais potencia, ou qualquer outra coisa. Por falar em explosões, pergunta rápida, qual a diferença entre Michael Bay e McG? Resposta: Plano seqüência de uma explosão.
Enfim “Exterminador do Futuro: A Salvação” assim como uma maquina é apenas uma grande carcaça fria, com articulações metálicas enferrujadas e sem alma e nenhum coração.
Direção: McG
Roteiro: John D. Brancato e Michael Ferris
Elenco: Christian Bale, Sam Worthington, Moon Bloodgood, Helena Bonham Carter, Anton Yelchin, Bryce Dallas Howard, Common
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Veludo Azul (1986)
04/06/2009 · Deixe um comentário

“Um filme encantadoramente perturbador”. É impossível tentar expressar qualquer critica positiva ou negativa sobre esse filme sem cair na prolixidade.
É um filme onde dificilmente num grupo de três pessoas os pensamentos e entendimentos desta obra sejam os mesmos. É por isso que Veludo Azul é tão perturbadoramente encantador, porque terminamos de assistir ao filme e estamos encantados com ele, mas não temos a menor idéia do por que. À primeira vista ele é um filme como outro qualquer com uma história batida de um jovem rapaz que começa a investigar um crime por conta própria e se vê envolvido em algo extremamente perigoso.
Mas se eu dissesse que essa é a história, estaria enganando vocês. Durante todo o filme temos a impressão que há algo maior por detrás dos cenários, algo extremamente mau e diabólico. Mas o quê? Há o sentimento de que em Veludo Azul existem duas histórias; uma que vemos e outra que apenas sentimos. E é exatamente essa história que não vemos que deixa o filme tão envolvente.
Lynch desenvolveu uma história noir, densa e ambientada numa pequena cidade americana – em torno de quatro diferentes pessoas: Jeffrey (Kyle MacLachlan), um ingênuo estudante com pretensões de detetive amador; Dorothy (Isabella Rosselini), uma cantora de cabaré com tendências sado masoquista; Sandy (Laura Dern), a filha de um detetive e Frank (Dennis Hopper, talvez em sua maior interpretação de sua carreira), o matador psicótico incentivado por fantasias sexuais.
Tudo começa quando Jeffrey encontra uma orelha humana em um terreno baldio. Ele decide entregar a orelha à polícia para que o caso seja investigado. Mas não se conformando, decide investigar por conta própria, tendo apenas a ajuda de Sandy, a filha do investigador da polícia, uma garota extremamente doce e correta. A investigação os leva até uma cantora de cabaré, Dorothy, que parece ser o elemento chave neste crime, pois talvez a orelha seja de seu marido raptado.
É a partir desse momento que o filme evolui e se distancia de tantos outros filmes com o enredo parecido. Jeffrey tem a ingenuidade perturbada de um adolescente e entendemos facilmente porque ele encantou tanto Dorothy, e vice-versa. Vendo Jeffrey e Dorothy juntos, entendemos que eles não se amam, eles se necessitam. Mas de tantas obsessões, nenhuma chega aos pés da loucura que Frank desenvolve por Dorothy, uma exagerada, violenta e doentia paixão.
Dessas perigosas ligações, começam a surgir relações pervertidas regadas a drogas e desequilíbrios. Jeffrey começa a se embrenhar na trama sórdida em que estão envolvidos Dorothy e Frank, e a curiosidade em desvendar o crime parece ser bem menor que a própria fascinação e desejo explosivo que ele desenvolve pela negritude em que se encontra, onde ele tem uma relação ardente e violenta com Dorothy, (ela busca um tipo afeto que só pode ser alcançado pela violência física). Frank também tem muitas perversões; droga-se constantemente e gosta de recortar retalhos do veludo que faz parte do vestido de Dorothy.
Veludo Azul é um filme sobre perversões (em todos os sentidos e todas as formas), que tenta provar que todos nós temos nosso lado obscuro.
Todo e qualquer mérito do filme, deve-se, exclusivamente, a David Lynch, por ter criado um clima tão bizarro e arrebatador aliado a belíssima trilha sonora do italiano Angelo Badalamenti, fazem deste filme um espetáculo ainda mais eloqüente. É mais um filme de clima, que, propriamente, de história.
Por fim, um aviso: é provável que ao assistir ao Veludo Azul você discorde de tudo que falei. Compreensível, afinal esse é um “film by David Lynch”.
Diretor: David Lynch
Roteiro: David Lynch
Elenco: Isabella Rossellini, Kyle MacLachlan, Dennis Hopper, Laura Dern
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The Children (2008)
25/05/2009 · Deixe um comentário
Quem disse que as crianças são inocentes?
Filme: 9/10
Nos anais do cinema o gênero “crianças assassinas” já foi explorado em inúmeros casos. Em clássicos como The Bad Seed (1956), A Aldeia dos Amaldiçoados (1960), A Profecia (1976) além do espanhol Quem Pode Matar uma Criança? (1976). Eis que vem da Inglaterra The Childrens dando uma nova roupagem para esse subgênero.
No filme, as crianças começam a apresentar sintomas parecidos com gripe, mas que evolui para algo mais sinistro.
A premissa é simples: uma afortunada família chama um casal de amigos e suas crianças para juntos festejarem as festas de fim de ano. Eis que fatos estranhos começam a ocorrer e quando menos se espera eventos aterradores acontecem.
Escrito e dirigido por Tom Shankland baseado em uma história criada por Paul Andrew Williams, The Children não tenta explicar o porquê da situação, se é uma praga, possessão demoníaca, ou seja, lá o que for. O simples fato de que seus amados filhos poderiam se voltar contra você e sua família sem qualquer razão já é muito assustador, e piora ainda mais por não sabermos das insanidades que uma criança é capaz.
Mesmo que estejamos lidando com uma simples (não original) história, sua construção é impecável em diversos níveis. Desde a criação de seus personagens, por mais básico que seja a base da família, é nesse simples desenvolvimento de caráter que aos poucos somos transportados para momentos de extrema insanidade. Em segundo, as crianças são assustadoras. Também há uma sensação de desconforto no transcorrer onde o filme se aprofunda em seus sustos um pouco repulsivos. Mas a meu ver o grande brilhantismo do filme é o seu senso de ambigüidade e contradição. Aqui temos inúmeras vitimas (as crianças) simpáticas, atordoadas e “assustadas” como você revidaria? Ver o seu filho matar alguém já é algo assustador, mas agora imagine ele vindo matar você. Pois então este a meu ver é o grande questionamento, será que você teria a capacidade de matar o seu próprio filho para preservar a sua vida?
Embora a questão de saber se você seria capaz ou não de matar uma criança seja perturbadora, é o suspense que o diretor Tom Shankland nos entrega é o que faz de The Children algo terrivelmente espetacular. Pequenos fatores ajudam muito: como uma solidez nos momentos de conflitos e o horror das execuções, o surpreendente trabalho de edição e fotografia. É admirável que Shankland soube trabalhar muito bem com o tema de crianças violentas e não se intimidou em nada. O que choca ainda mais é a idade das crianças, entre 6 a 8 anos.
É muito bom ver a qualidade e a quantidade dos filmes de terror que tem surgido nas terras da rainha. Além de A Criança, tivemos ano passado o bom Eden Lake (tratando sobre o mesmo tema “crianças assassinas”) além do elogiadíssimo Abismo do Medo.
Eu sempre tive medo de crianças em filmes de terror, para me borrar então não custa muito é só colocar elas rindo, mas o que realmente me assusta no exato momento… É pensar que as crianças são o nosso futuro! Medo!
Diretor: Tom Shankland
Roteiro: Tom Shankland baseado na história de Paul Andrew Williams
Elenco: Eva Birthistle, Stephen Campbell Moore, Jeremy Sheffield, Rachel Shelley, Hannah Tointon, Raffiella Brooks, Jake Hathaway, William Howes, Eva Sayer
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O Gabinete do Dr. Caligari (1920)
21/05/2009 · Deixe um comentário

Sem dúvida alguma, um dos mais assombrosos, excitante e inspirado filme de horror de todos os tempos.
Filme: 10/10
Poucos filmes representam tão de perto o que foi o “Expressionismo Alemão”, movimento artístico que teve seu inicio no final do século IX que predominou em terras germana na pós-Primeira Guerra Mundial quanto “O Gabinete do Dr. Caligari”. O Expressionismo Alemão se caracterizava por contribuir para refletir posições contrárias ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico, através de obras que combatiam a razão com a ficção/fantasia onde através de seus traços, seus personagens caricatos, seu pessimismo e desamparo, onde o domínio da sombra é quase absoluto.
Como exemplo desta arte, “O Gabinete do Dr. Caligari” foi filmado totalmente em estúdio tem em seus magníficos cenários – em sua maioria feitos de papelão e madeira – escuros, medonhos, tortuosos e desfigurados, tudo envolto numa atmosfera sobrenatural num ambiente totalmente inóspito e sombrio onde as paredes e estruturas são completamente desfiguradas sem nenhum padrão o que o torna ainda mais aterrador.
Outra característica marcante do filme é sua trilha sonora. Pois como em todo filme mudo deve ser bem executada e de forma a transpor para a tela os momentos mais tensos e tranqüilizar em momentos de calmaria. E aqui é feito com maestria, mas é claro que hoje em dia precisa-se de certa doação por parte do espectador, pois em tempos de gritaria e sons altos, a pessoa pode se distrair facilmente e com isso acaba não desfrutando o filme.
A trama é simples (porém original para a época), o Doutor Caligari um médico que viaja por feiras de aberrações e afins com o sonâmbulo Cesare (uma figura assustadoramente bizarra) que, segundo ele, está a 23 anos dormindo. Na primeira noite de sua exibição, Cesare é acordado por Caligari e faz uma previsão pessimista para um dos espectadores: ele morrerá na noite que está chegando. Sua previsão é certeira, e a morte do homem está relacionada a uma série de crimes de assassinato no local. Cesare e Caligari são logos vistos como suspeitos, obviamente. O resultado final é inesperado: os motivos pelos quais as coisas acabaram acontecendo formam (eu acho) um dos primeiros finais-surpresa do cinema.
Enfim, “O Gabinete do Dr. Caligari” é um espetáculo em todos e para (quase) todos os sentidos. Feito no auge do movimento expressionista na Alemanha é um instante de genialidade de várias mentes imortalizada para sempre.
Diretor: Robert Wiene
Roteiro: Hans Janowitz e Carl Mayer
Elenco: Werner Krauss, Conrad Veidt, Friedrich Feher, Lil Dagover, Hans Heinrich von Twardowski, Rudolf Lettinger
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Anjos & Demônios (2009)
16/05/2009 · 1 Comentário
Um filme “sem” quase tudo… É sem sentido, sem excitação, sem vontade, mas ainda assim melhor que “O Código DaVinci”.
Filme: 3/10
Se há um consenso nesta continuação é a de que Ron Howard é muito corajoso, pois após ser acoitado por todos ao dirigir “O Código DaVinci” eis que decide fazer a continuação (que deveria ter sido o primeiro filme pois “Anjos e Demônios” é o primeiro livro do simbologista Robert Langdon) das aventuras do professor Langdon em busca das respostas para evitar grandes catástrofes.
A trama é interessante e aborda de forma bastante didática todo o ritual da igreja católica mediante a morte do santo Papa e esmiúça o conclave, reunião realizada para decidir quem será o substituto do chefe maior da igreja. Paralelamente, cientistas concretizam algo espetacular e criam a antimatéria. Em outras palavras, se tornam criadores da vida, algo que bate de frente com todos os princípios da religião católica. O problema começa quando esta antimatéria é roubada e os “preferetti” (os preferidos para o cargo de Papa) são seqüestrados.
Os dois eventos são orquestrados por antigos inimigos da igreja: os Ilumminatti, que buscam vingança de injustiças cometidas pelo passado negro já bastante conhecido da igreja. Eles avisam que vão detonar a antimatéria em algum lugar de Roma, o que forçaria uma possível evacuação de toda área. Para auxiliar nas investigações, a polícia do Vaticano, carente de um especialista (o que é no mínimo estranho), chama Robert Langdon, que, enquanto decifra pistas que levam a locais onde os Ilumminatti irão agir, acaba indo para linha de frente no combate contra estes vilões.
Enquanto no primeiro filme Ron Howard cuidou para não deixar faltar explicações sobre tudo que acontecia (incluindo animações para facilitar a explicação) ele acabou esquecendo-se de dar ritmo ao filme o que deixou tudo muito chato. Após uma série de eventos envolvendo criticas ferrenhas de desprezo ao filme, Howard mostrou que prestou atenção em seus erros. Só que prestou tanta atenção às critica que comprometeu a seqüência.
Se num primeiro a falta de ritmo era o problema, no segundo são duas horas de uma correria desenfreada, é musica subindo, tiros, corre-corre, pega-pega, mata-mata e muita tensão. Acaba que falta tempo para o espectador respirar e se recuperar, (alguém faça o favor de avisar a Ron Howard que segurar a respiração por muito tempo pode ser fatal para muitas pessoas) o resultado é um filme cansado que não se sustenta nem por seu protagonista.
Por falar em protagonista, o que ocorre com Tom Hanks? Que ele tem se empenhado nos bastidores de Hollywood ninguém nega, mas avisem a ele que um dia ele foi ator. É impossível um cara que fez Forrest Gump, O Resgate do Soldado Ryan, Apollo 13, entre outros esteja tão apático.
Voltando ao filme… Quem é Robert Langdon? Que ele é um estudioso todo mundo sabe, mas é casado, tem filhos, bebe, fuma, dorme, tem uma vida por trás disso tudo? Nem Dan Brown, nem Ron Howard sabem quem ele é, sabe-se somente que é um personagem que sabe tudo sobre símbolos e resolve os mais variados puzles, corre e nada bastante.
Suas companheiras de “trabalho” seguem o mesmo padrão. Enquanto no primeiro temos Audrey Tautou, onde interpretou a policial Sophie Neveu e neta longínqua de Jesus. No segundo temos a israelense Ayelet Zurer que da vida a Vittoria Vetra, cientista que conhece todo o funcionamento da antimatéria e seu recipiente. Só que ambas sofrem da síndrome do personagem passivo, ou seja, sabe muito sobre o que está sendo investigado, mas se detém as explicações e teorias de Langdon tornando-se apenas duas marionetes nas mãos do professor.
Podemos citar como pontos positivos no filme a edição das cenas de ação, além das belíssimas imagens de Roma e do Vaticano. Mas nada que compense ficar freneticamente ligado por 138 minutos. Ainda mais pela reviravolta final que pode deixar o publico com alguns pontos de interrogação, o que neste caso não é um bom sinal.
Enfim por mais que Ron Howard pensasse em criar um novo “Indiana Jones”, tiro sai pela culatra e faz do professor Robert Langdon um novo “Ben Gates”.
Diretor: Ron Howard
Roteiro: David Koepp, Akiva Goldsman
Elenco: Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgård
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Star Trek (2009)
10/05/2009 · Deixe um comentário
Diário de Bordo: Data Estelar 10 de maio de 2009.
Filme: 9/10
Como fazer um filme para captar uma nova “safra” de fãs e ao mesmo tempo não perder o publico que idolatra uma série? Já que Jornada nas Estrelas – A Série Clássica foi responsável por derrubar tabus televisivos e também é objeto de culto por milhões de aficionados mundo afora. Simples entregando para pessoas responsáveis e que conheçam o material em questão.
Eis que em 2007 quando começou a produção de mais um filme na saga os “Trekkers” começaram a sem empolgar, mas ao mesmo tempo ficaram com receio, pois as últimas produções de reinicio ou continuações hollywoodianas não estavam empolgando a muitos e mexer logo com uma série com tantos fãs já era motivo de sobra para se temer.
Mas ao entregar a produção e a direção a J.J. Abrams (Lost, Missão: Impossível 3) a confiança de que algo pelo menos bom estava a caminho. J.J. Abrams poderia simplesmente pegar uma pequena parte do vasto material existente de Star Trek e fazer um filme sobre ou criar uma nova tripulação, mas ele foi além e decidiu rejuvenescer a série, para isso uniu-se a Alex Kurtzman e Roberto Orci (Transformers, Missão: Impossivel 3).
Na trama um vingativo capitão romulano, Nero (Eric Bana) busca uma violenta e genocida vingança contra os vulcano e a Federação. Cabe a um eclético grupo de novatos tripulantes da recém inaugurada U.S.S. Enterprise a tarefa de descobrir qual o seu propósito e impedi-lo de por um fim no universo.
Ao escalar um elenco de “desconhecidos” as dúvidas com relação ao resultado do filme continuavam. Mas logo que conhecemos Chris Pine como o novo Jim Kirk as dúvidas com relação ao seu papel logo são desfeitas incluindo Zachary Quinto como Spock e Karl Urban como o médico Leonard “Magro” McCoy. Todas as apresentações de personagens são feitas de forma bem humorada, mas que logo em seguida demonstram a competência dos jovens cadetes.
Enfim ao chegar ao final do filme percebe-se que Abrams, Orci e Kurtzman resgatam em um roteiro envolvente, ousado cheio de vida e emoção. Um filme vibrante e imperdível. Capaz de criar novos fãs (como este que vos escreve) e trazer antigos de volta.
Que venham novas aventuras.
Vida longa e próspera a todos!
Diretor: J.J. Abrams
Roteiro: Roberto Orci e Alex Kurtzman
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Eric Bana, Bruce Greenwood, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho, Winona Ryder, Ben Cross, Chris Hemsworth, Jennifer Morrison
PS: Comente. A sua opinião é muito importante para a melhora do blog.
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Filmes Vistos em Abril
01/05/2009 · Deixe um comentário
Olá pessoas.
Estou aqui para falar os filmes que assisti neste mês, como sempre estou procurando melhorar a estrutura deste blog, em breve estarei fazendo breves comentários sobre os filmes, mas acho que isso ficará apenas para o próximo mês, por enquanto fiquem apreciem a lista abaixo.
Abraço a todos e as dicas de segurança de sempre, se fores viajar tenha cuidado e se for beber, não dirija pois a sua visita ao blog é muito importante para mim, por isso preciso de você vivo. hehehehe
Bom feriado a todos.
Falcão Maltês – Relíquia Macabra (The Maltese Falcon) 10/10
Entre os Muros da Escola (Entre Les Murs) 10/10
Apenas Uma Vez (Once) 9/10
Incríveis, Os (The Incredibles) 9/10
Departures (Okuribito) 9/10
C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor (C.R.A.Z.Y.) 9/10
Espinha do Diabo, A (El Espinazo del Diablo) 9/10
Bela Adormecida, A (Sleeping Beauty) 9/10
Nosferatu – O Vampiro da Noite (Nosferatu: Phantom der Nacht) 9/10
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco de Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street) 8/10
Três Macacos, Os (Üç Maymun) 8/10
Man from Earth, The (The Man From Earth) 8/10
XXY (XXY) 8/10
Cloverfield – Monstro (Cloverfield) 8/10
Planeta Terror (Planet Terror) 8/10
Arco, O (Hwal) 8/10
Scarface (Scarface) 8/10
Vigarista do Ano, O (The Hoax) 8/10
Plano Perfeito, O (Inside Man) 8/10
Nada Mais que a Verdade (Nothing More But the Truth) 8/10
2046 (2046) 8/10
Duro de Matar 4.0 (Live Free or Die Hard) 8/10
Tumulo Vazio, O (The Body Snatcher) 8/10
Dead Snow (Død Snø) 7/10
Monstros VS Alienigenas (Monsters VS Aliens) 7/10
Viagem do Balão Vermelho, A (Le voyage du Ballon Rouge) 7/10
Com a Bola Toda (Dodgeball: A True Underdog Story) 7/10
Podecrêr! (Podecrêr!) 7/10
Saló ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o Le Giornate di Sodoma) 7/10
Bolha, A (The Blob) 7/10
Tinha Que Ser Você (Last Chance Harvey) 7/10
No Vale das Sombras (In The Valley of Elah) 6/10
Irina Palm (Irina Palm) 6/10
Dead Space: A Queda (Dead Space: Downfall) 6/10
Escorregando para a Glória (Blades of Glory) 6/10
Dia dos Namorados Macabro (My Bloody Valentine) 6/10
Elizabeth: A Era de Ouro (Elizabeth: The Golden Age) 5/10
Death Bell (Gosa: Piui Junggangosa) 5/10
Era dos Mortos (Era dos Mortos) 5/10
Extermínio (Infected) 4/10
Velozes e Furiosos 4 (Fast & Furious) 4/10
Rise – A Ressurreição (Rise) 4/10
Mistério das Duas Irmãs, O (The Uninvited) 4/10
Alex Rider Contra o Tempo (Stormbreaker) 3/10
Totalmente Apaixonados (Trust the Man) 3/10
Trem Fantasma (Dark Ride) 3/10
Dragon Ball: Evolution (Dragonball: Evolution) 3/10
The Spirit – O Filme (The Spirit) 2/10
Impostor (Impostor) 2/10
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Entre os Muros da Escola (2008)
26/04/2009 · Deixe um comentário
O que se passa dentro dos muros da escola?
Filme: Sem Nota
O que acontece dentro de uma escola?
Como estão se comportando os profissionais responsáveis por educar a nova geração?
Como se comporta a “nova geração”?
Estas são poucas entre as inúmeras questões que envolvem esta película, que como podem perceber eu não dei nota alguma, pois este não é um filme para se assistir e se divertir é sim um filme para se assistir e discutir, falar, argumentar sobre o comportamento de nossas crianças. Pois por mais que se passe na frança e reparamos as diferenças entre instituições publicas, os comportamentos são idênticos, mostra o desinteresse em aprender, em o porquê de eles estarem aprendendo o pretérito imperfeito do indicativo se isso é do tempo das avós deles.
O filme me fez pensar e lembrar o tempo em que estive dentro do colégio, que tipo de aluno eu era e ainda sou, enfim me fez pensar bastante…
Indico que assistam professores, pais, alunos, conselheiros, enfim todos que se interessam e se preocupam pelo que ocorre dentro dos muros da escola.
Diretor: Laurent Cantet
Roteiro: François Bégaudeau
Elenco: François Bégaudeau
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Okuribito (2008)
12/04/2009 · Deixe um comentário
Okuribito é lindo!
Filme: 9/10
“Okuribito” centra se em um costume japonês do pós morte, onde um ministrado em Nokanshi (algo como “Mestre de Enterros”), um profissional que limpa e veste o corpo. Masahiro Motoki eleva o que seria uma tarefa simples de exumar o corpo para um ritual com movimentos elegantes e sutis além uma comunicação de compaixão com o falecido. Com isso ele demonstra aos familiares, não mais um corpo sem vida, mas uma pessoa digna de respeito e amor. Com toques leves e paciência, como um último sinal de respeito pelo falecido o “traz de volta” uma aparência de vivo.
O filme começa com Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki), já um nokanshi, trabalhando em um sujeito incomum – um jovem transexual homem que morreu como uma mulher, embora seus parentes tenham negligenciado a informar Daigo e seu patrão, Sasaki (Tsutomu Yamazaki), do fato. Após a descoberta fica difícil descreve qual será o seguimento do filme.
Após esta breve introdução, retornamos a vida de Daigo antes de mudar de emprego. Daigo trabalhava como violoncelista em uma orquestra em Tókyo, mas após mais um concerto com pouquíssimas pessoas a orquestra é dissolvida. Sem perspectivas ele e sua esposa Mika (Ryoko Hirosue) mudam se para Yamagata uma cidade rural no interior do Japão. Lá ele responde um anuncio de emprego para o que ele pensa ser uma agencia de viagens, mas o anuncio foi impresso de forma errada, em uma dessas “armadilhas” do destino. No começo ele leva o emprego com certo desprezo e nojo, mas com o tempo vai descobrindo ter certa aptidão para o serviço, embora em seu primeiro trabalho tenha encontrado uma anciã que morreu sozinha em sua pestilenta e mal cheirosa casa, o que faz o seu estomago embrulhar.
O filme pode idealizar o trabalho de nokanshi, mas traz um bom exemplo dos ritos de “passagem” da vida para a morte na filosofia japonesa.
Yojiro Takita, juntamente com os produtores e Yasuhiro Mase e Toshiaki Nakazawa, trabalharam quase uma década para trazer “Okuribito” para as telas, uma vez que o assunto não traz muito publico e o torna muito seletivo. O mais surpreendente é o fato dos três apenas trabalharem em sua maioria em comédias (percebe-se em algumas cenas). Takita dirige um lindo filme que vaga entre a comédia e o drama sem ser apelativo, mas com muito sentimento.
Outro pró do filme é a trilha sonora assim como o filme é primorosa, recheada de instrumentais e é claro muito violoncelo.
Apesar de ter vencido o Oscar deste ano (2009) Okuribito não tem a cara da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. O que é bom, pois faz as pessoas abrirem os olhos para produções menores de outros países e não somente para as superproduções hollywoodianas.
Enfim, um belíssimo filme.
Diretor: Yojiro Takita
Roteiro: Kundo Koyama
Elenco: Masahiro Motoki, Tsutomu Yamazaki, Ryoko Hirosue, Kazuko Yoshiyuki, Kimiko Yo, Takashi Sasano
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